O USO DO GEOPROCESSAMENTO PARA ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO NA MICRORREGIÃO DO OESTE DA BAHIA

Thayanne Sthéfanie Souza Santana, Bruna Rayra Noronha Pimentel, Luciane Cristina Joia

Resumo


Introdução: Sabendo que ações preventivas devem ser as primeiras a serem adotadas por evitar os acidentes de trabalho e futuras complicações tanto para o empregado quanto para o empregador, o geoprocessamento surge como um eficiente instrumento de pesquisa em saúde devido à variedade de informações que pode viabilizar sobre as condições de adoecimento e fatores de risco locais, de modo a promover vigilância em saúde do trabalhador. Objetivo: Avaliar a espacialização dos acidentes de trabalho na microrregião do Oeste da Bahia, utilizando para análise a ferramenta do geoprocessamento. Material e Método: Trata-se de um estudo do tipo descritivo retrospectivo, ex post facto com abordagem quantitativa, realizado no período de maio de 2019 por meio da coleta de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN. Após a coleta de dados, os resultados foram tabulados em planilha digital e em seguida processados no software ArcGis 10.5, Resultados: Com base nas notificações registradas entre 2016 a 2018 pelo SINAN, foram apontados 704 casos de agravos relacionados ao trabalho na Microrregião do Oeste da Bahia, com maior eventualidade no último ano. Após o geoprocessamento, tais eventos foram mapeados principalmente nas cidades de Barreiras, Formosa do Rio Preto, Wanderley, Riachão das Neves, São Desidério, Luís Eduardo Magalhães e Cotegipe.  Dentre os acidentes de trabalho notificados com maior ocorrência nos últimos três anos estão; Acidentes de Trabalho Grave, Acidentes de Trabalho com Exposição a Material Biológico e Intoxicações Exógenas Ocupacionais respectivamente. Conclusão: O uso do geoprocessamento como ferramenta para análise da espacialização dos acidentes de trabalho na microrregião Oeste da Bahia mostrou-se eficaz, contribuindo para melhor delineamento de aprendizagem e diagnóstico crítico, visto que tornou mais didático a interpretação dos dados e a visualização dos acidentes em regiões de acometimento Todavia exige mais estudos quanto aos limites e potencialidades para utilização desse recurso.


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