CONDIÇÕES DE VIDA, TRABALHO E SAÚDE DOS CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO LIXÃO DE UM MUNICÍPIO DO OESTE DA BAHIA.

Leandro Dobrachinski, Marilissa M. Maineri Dobrachinski

Resumo


Introdução: A falta de gerenciamento dos resíduos sólidos e conseqüentemente a disposição final inadequada do lixo, é um dos grandes responsáveis pela degradação do meio ambiente, contribuindo significativamente para as precárias condições de saúde da população e dos trabalhadores que do lixo sobrevive. Levando em consideração a relevância destes temas, este estudo teve como objetivo identificar as condições de vida, trabalho e saúde dos catadores de materiais recicláveis de um lixão do oeste da Bahia. Objetivo: Para tanto se procurou traçar o perfil dos entrevistados, bem como conhecer o tipo de trabalho realizado por eles, os riscos de desenvolvimento de doenças infectocontagiosas e acidentes e as perspectivas de vida dos mesmos. Metodologia: O presente estudo foi desenvolvido tendo como metodologia quantitativa, de caráter exploratório e transversal. A coleta de dados se deu através de uma entrevista pautada por um roteiro semi-estruturado. A mostra valeu-se de 20 catadores que se dispuseram a responder aos questionamentos mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os dados obtidos foram agrupados e organizados em forma de tabelas sendo analisados através da estatística descritiva. Resultado: Ao término do estudo pode-se concluir que estes trabalhadores são em sua maioria adultos com idade entre 30 e 40 anos, principalmente do sexo feminino, com baixa escolaridade e sem qualificação profissional, que vêem no lixão um meio de sobrevivência. Verificou-se também que estes catadores possuem precárias condições de moradia, o trabalho executado por eles além de muito cansativo e do baixo retorno financeiro, os expõe a grandes riscos. Conclusão: Se constatou também que para eles, ter saúde significa apenas ter disposição para trabalhar e não adoecer, embora alguns dos entrevistados tenham tido algumas queixas de saúde, a maioria deles não associam o fato com o seu trabalho. Além disso, foi possível perceber que apesar de estarem inseridos em um trabalho insalubre, eles pouco procuram pelos serviços de saúde e se tratando de acidentes de trabalho, se constatou que o mais freqüente é pequenos cortes nas mãos, uma vez que a maior parte deles não fazem uso de equipamentos de proteção individual e quando os usam não são de qualidade adequada.

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