UM ESTUDO DE CASO: A QUALIDADE DE VIDA E ESTRESSE DE UMA GAROTA DE PROGRAMA NO INTERIOR DA BAHIA

CESAR AUGUSTO RIBEIRO, MARIA MIKAELE DE SOUSA GIL BRAZ, SHIMONY COELHO

Resumo


O presente estudo foi realizado a fim de compreender a relação de satisfação nos relacionamentos pessoais e profissionais e possíveis níveis de estresse de uma garota de programa, nome popularmente conhecido como “prostituta” termo derivado do latim “prostituere” que significa estar as vistas, pôr á venda, estar exposto ao olhar público, se entregar a devassidão, uma troca habitual do sexo por uma remuneração especifica (FRANÇA,2012). Segundo pesquisa realizada pela Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC,1999) com 7.000 prostitutas residentes de Belo Horizonte, os pesquisadores fizeram algumas projeções a nível nacional, na qual considerou que no Brasil há pelo menos 1,5 milhão de pessoas que praticam a prostituição como fonte de renda. Segundo o estudo da FUMEC 28% das mulheres que praticam a prostituição, encontram-se desempregadas e 55% sentem necessidade de ganhar mais para manutenção da família. Os dados também informam que 59% são chefes de família, 45,6% possuem primeiro grau de estudos e 24,3% não concluíram o ensino médio, em função do baixo nível de escolaridade 70% das participantes não tem profissionalização. Ainda de acordo com a pesquisa foi constatado que 76% das garotas de programa apresentam sintomas de depressão, 59% possuem níveis de estresse crônico e 36% confessaram que ao menos uma vez já pensaram em suicídio. Outro fator importante para nosso estudo foi primeiramente pesquisado pelo médico húngaro Hans Selye no ano de 1936, na qual conceituou o “estresse” como um desgaste geral do organismo, sendo assim uma maneira de defesa do nosso próprio organismo para lidar com as adversidades que afetam nosso equilíbrio interior e psíquico (SELYE,1956). Estresse são reações físicas e psicológicas que os indivíduos externam diante de uma diversidade de situações ocorridas no cotidiano, isso ocorre por estas mesmas situações exigirem mais de cada indivíduo. É importante conceituar o estresse como um processo e não uma reação única (LIPP,1996). Além de definir o que é o estresse, Selye (1956) foi o responsável por descobrir e classificar suas respectivas fases como: Fase do Alarme: Essa primeira fase é considerada positiva já que devido ao aumento da adrenalina possibilita um estado maior de alerta, entusiasmo e vigor, consequentemente maior produtividade. A segunda fase do estresse é denominada como resistência, onde o nosso organismo busca resistir aos fatores estressores a fim de estabelecer a homeostase, caso os fatores estressores forem eliminados, nosso organismo se estabelece novamente. A terceira fase ocorre caso os fatores estressores não foram identificados, evoluindo para a fase da exaustão onde pode o organismo sofre por não conseguir se defender, podendo iniciar o processo de adoecimento do sujeito, como perda de concentração e até mesmo desencadear uma depressão (LIPP e TANGANELLI,2002). 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 O estudo foi realizado com intuito de verificar possíveis relações entre graus de estresse e satisfação nos relacionamentos sociais de uma garota de programa da cidade de Barreiras, localizada no oeste da Bahia. O estudo também tem o intuito de dar mais ênfase a essa classe trabalhadora que muitas vezes sofre discriminação pela sociedade, haja vista que por traz da profissão ou profissional, existe uma pessoa comum, com direitos e deveres, sonhos e desejos, que luta por um espaço mais justo e digno como cidadão que é.

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