SEXUALIDADE FEMININA: VISÃO DE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE UMA ESCOLA PÚBLICA

CAMILLA BASTOS, EVELLEY SANTOS, FILIPE JUNQUEIRA, GIOVANA LEITE, MARLA JALINNE, SHIMONY COELHO MACHADO

Resumo


A sexualidade tem grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica das pessoas, pois, além da sua potencialidade reprodutiva, relaciona-se com a busca do prazer, necessidade fundamental das pessoas. Manifesta-se desde o momento do nascimento até a morte, de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento humano, sendo construída ao longo da vida. Além disso, encontra-se necessariamente marcada pela história, cultura, ciência, assim como pelos afetos e sentimentos, expressando-se então com singularidade em cada sujeito (ASSUNÇÃO 2013). O empoderamento feminino tem se fortalecido aos poucos através de uma longa trajetória histórica, onde a mulher precisou romper paradigmas que colocava o homem como ditador de regras e centro da sociedade, respaldando isso, Del Priore (2011) traz que em outros tempos não era permitido a mulher nem sentir prazer, quanto ao homem, era obrigatório. Eles precisavam desempenhar um papel social se mostrando patriarcais, insensíveis e egoístas, por sua vez, a função de fiéis, submissas, recolhidas e principalmente procuradora era destinado às mulheres que ainda deveria estar muito bem apresentáveis, sem qualquer comportamento exagerado, para não ser objeto de difamação e nem ser punida pela sociedade e a igreja. A mulher internalizou esse processo histórico cultural, resultando em uma baixa autoestima e auto “desmerecimento”, como se seu papel socialmente se resumisse em servir aqueles que a oprimem. Porém, a construção da autoestima da mulher serve como uma reformulação de poder dentro de si mesmo e consequentemente a sua volta, fortalecendo o significado de empoderar-se que se encontra está na busca de direitos e luta pelo se poder na sociedade (FERRARI, 2013). Desse modo, o empoderamento está entrelaçado na temática da sexualidade, onde se projetou contrapondo discursos contrários construídos socialmente acerca do que é ser mulher e homem, onde a diferença física traz uma justificativa para opressão, dominação exercidas para possuir privilégios sob os “menos favorecidos” (WEYL, 2011). Este relato de experiência se justifica pela necessidade de abordar sobre a sexualidade, envolvendo questões femininas, com professores/as de uma escola, dentre outras questões relacionadas. O objetivo foi saber como esses profissionais interagem com seus alunos, como leva esses assuntos para sala de aula, qual a demanda maior de perguntas e/ou curiosidades que 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 fazem. Além de abordar de forma crítica questões voltadas para o machismo, socialmente enraizados e a postura pela qual a mulher precisa incorporar frente os preconceitos diariamente vividos. Afim de contribuir para reflexão desses fatores dentro da escola.

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