SER MULHER: ASPECTOS PSICOSSOCIAIS DO EMPODERAMENTO FEMININO

EICE DE ALMEIDA VIEIRA, GUILHERME ROCHA, LUDIMILLA LIMA MONTALVÃO DE SOUZA, PAULA LOISE MENEZES DOS SANTOS RAMOS, ANCHIELLE CRISLANE HENRIQUE SILVA

Resumo


Com toda sua singularidade, a mulher é atualmente uma heroína dos seus dias, exigida pela multiplicidade de tarefas, e culturalmente concebida pela hegemonia masculina. Dessa forma, o patriarcado fundamenta uma organização social em que exerce autoridade sobre as mulheres, filhas, esposas, bem como as propriedades e bens culturais. Não é preciso ir muito longe para percebermos como lutam as mulheres para viver e sobreviver; viver é o que elas precisam. A mulher como um ser de direitos, merece existir, mas também aproveitar e ser tudo o que as oportunidades lhe ofertam, principalmente tê-las. Como é doloroso observar mulheres que sobrevivem, que permanecem vivas depois de nascerem mulheres (HOOKS, 2018). Viver plenamente na sociedade de hoje abarca para a mulher – ou deveria abarcar- uma gama de papéis, principalmente semelhantes aqueles disponíveis aos homens. Sentimentos, atitudes, comportamentos, etc. Porém sabe-se que o machismo permanece, reprimindo mulheres em praticamente todos os setores. Machismo esse, entendido como a ideia de que homens e mulheres não devem possuir direitos, papeis e funções iguais; existe hoje e oprime mulheres. Por muitas vezes mascarado, fazem essas morrerem absortas ao seu potencial (TIBURI, 2018) Fazendo uma ponte com o pensamento de Simone de Beauvoir (1970), em que ela diz, à mulher sobrou o lugar de outro, ou melhor, de “inessencial” – aquilo que não é de fato necessário – podemos perceber como que a falta de “lugar no mundo”, ou de se reconhecer como o Um1 – como o essencial e necessário – sujeita as mulheres a mera sobrevivência. Em que a submissão é um caminho que muitas encontram para se sentirem parte e ativas. Nesse sentido, o empoderamento surge como uma oportunidade de conscientizar mulheres e meninas. Entender o que é ser mulher hoje, e poder mudar sua realidade (se assim desejar), é sinceramente o que busca quem acredita no potencial e poder do “sexo frágil” – errôneo termo. Diante o exposto, o que nos perguntamos nesse estudo é, como o empoderamento muda a vida das mulheres, no dia a dia, nas relações amorosas e profissionais, na visão delas 1 Indica, representa self, Eu. 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 sobre si mesmas? Tendo como objetivo geral compreender como as mulheres entendem e vivem o empoderamento. A pesquisa será realizada em um Centro de Referência de Atendimento à Mulher, Centro Juvenil de Cultura e Centro de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo para idosas/os, no município de Barreiras – BA, estima-se como amostra 40 mulheres entre as idades de 16 a 70 anos, que serão entrevistadas, dividindo-se em 3 (três) grupos por idade. Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo exploratória descritivo. Os objetivos específicos da mesma são: entender a visão das mulheres sobre construção de papeis femininos e masculinos e identificar como se sentem diante do sexismo.

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