RELATO DE EXPERIÊNCIA: AUTOMUTILAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

ARON WILLIAM GLASS, LAÍS BERTUNES DOS SANTOS, QUEZIA OLIVEIRA ELIAS, CARLA FIAES

Resumo


A adolescência é um período marcado por diversas mudanças biológicas e psicossociais dos indivíduos. É também um período de transição entre a infância e a vida adulta, no qual os adolescentes já possuem corpos em desenvolvimento e similares aos dos adultos. Mas, por outro lado, os adolescentes mantêm atitudes semelhantes à fase infantil, e isto se dá por apresentarem atitudes despreocupadas e com pouca responsabilidade (CALLIGARIS, 2000). Calligaris (2000) afirma que os adolescentes podem apresentar sentimentos de desamparo, pois os adultos já não os tratam como crianças e tampouco os consideram e tratam como adultos. Outro fenômeno que comumente ocorre na adolescência é o da formação de grupos, e consequentemente o distanciamento do relacionamento com os pais (ANDRADE et. al 2014). Drieu, Droia-lelouey e Zanello (2011) ressaltam que muitos adolescentes que se deparam com conflitos internos relacionados às transformações da puberdade e às relações sociais, tentam, através da automutilação, fugir do sentimento de fragilidade, incapacidade e tensão. Linehan (2018), também propôs que a automutilação é uma estratégia eficaz para obtenção de alívio da ansiedade e outros estados emocionais negativos na adolescência. Por outro lado, a automutilaçao pode trazer complicações variadas para o sujeito que a pratica: como dores, infecções e até a morte em casos mais graves. Apesar dos perigos iminentes, a prática da automutilação tem se tornando cada vez mais comum entre os adolescentes no município de Barreiras, tornando-se uma demanda frequente das escolas públicas a solicitação de intervenções para prevenir o surgimento de mais casos.

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