PSICOLOGIA ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA ACERCA DAS VIVÊNCIAS NA PRÁTICA DE ESTÁGIO

ISABELY JESUS PIANO, CARLA SILVA FIAES

Resumo


O ambiente escolar apresenta uma infinidade de fatores, sejam relacionados aos processos de ensino e aprendizagem e/ou questões sociais externas às salas de aula, que estão presentes na vida dos alunos. Deste modo, é notório que a escola é um “palco” que permite aos alunos e profissionais atuantes neste contexto um amplo aprendizado no que diz respeito a subjetividade humana, através das relações estabelecidas, e sobre as discussões de temas sociais que são marcantes na sociedade brasileira do século XXI. De acordo com o Manual de Referências técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica (CFP, 2013), ressalta que o/a psicólogo/a escolar atuante no contexto educacional, mediante ao conhecimento das múltiplas determinações da atividade educacional, pode direcionar de maneira satisfatória, distintas áreas de intervenção e desenvolver um trabalho que envolva a comunidade escolar em geral. Deste modo, qualquer trabalho realizado deve objetivar o princípio da coletividade para alcançar o bem de todos/as. Baseado nas informações sobre a Psicologia Escolar e atuação do/a psicólogo/a no ambiente educacional, é perceptível a importância do estágio em Psicologia Escolar durante a graduação. É através dessa experiência que os estudantes universitários podem vivenciar, genuinamente, a realidade do ambiente escolar. Cabe destacar que o processo de escuta de relatos dos alunos na escola é uma importante ferramenta para o levantamento de demandas que, posteriormente, são utilizadas pelo/a estagiário/a como alvos de intervenções que contribuirão para o bom funcionamento da escola e bem-estar de todo o corpo discente e docente. Nesse estágio de Psicologia Escolar, as estagiárias obtiveram a possibilidade de fazer o levantamento de demandas para trabalhar com toda a comunidade escolar no primeiro semestre do ano de 2018, por meio da escuta voluntária dos alunos. Já no segundo semestre foram realizadas intervenções com o corpo discente da escola, bem como com os pais dos/as alunos/as, baseadas nas demandas consideradas mais urgentes. Portanto, observou-se que as seguintes demandas nos relatos dos/as alunos/as, lhes traziam um nível significativo de sofrimento: Depressão e ideação suicida, Sexualidade (orientação sexual) e relações familiares.

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