PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO SOBRE AUTOMUTILAÇÃO

EDELYN KNEBEL DE ALCÂNTARA OLIVEIRA, PAULA LOISE MENEZES DOS SANTOS RAMOS, EMILIA KARLA DE ARAÚJO AMARAL

Resumo


Automutilação é entendida por Alcoverde & soares, 2012 apud Kaplan, Sadock, & Grebb, 1997, como o ato de ferir e causar dor a si próprio sem a intenção de cometer suicídio, mas que são cometidos de maneira consciente. Existem várias formas de automutilação, as mais frequentes são: arranhões, mordidas, queimaduras, cortes superficiais entre outros (ZIMERMANN & ZANELLA, 2014) Sobre essa prática, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5 nos traz que “a automutilação pode ocorrer durante experiências dissociativas e com frequência traz alívio por reafirmar a capacidade do indivíduo de sentir ou por expiar a sensação de ser uma má pessoa” e ainda, “a automutilação deliberada na ausência de intenção suicida também pode ocorrer em outros transtornos mentais, como no transtorno da personalidade borderline” (PAP, 2014). É importante estar atento para o fato de que automutilação não é sinônimo de suicídio, nem sempre a pessoa que se automutila tem como objetivo a morte. Histórica e antropologicamente podemos encontrar a automutilação em algumas sociedades como algo que faz parte da cultura, como em rituais religiosos. Como exemplo, podemos citar tribos onde se utiliza de marcas corporais para garantir um status ou pertencimento. Ao longo do tempo, em sociedades específicas a automutilação poderia representar práticas da própria cultura ou sacrifício e rituais de passagem, servindo exatamente para passar uma mensagem de forma visual. (CARISSIMI, 2017) Este artigo apresenta o resultado de um levantamento, do tipo “estado da arte”. Tem como relevância a contextualização do tema, apresentando novos conceitos que possibilitem o aprofundamento nas pesquisas, a fim de contribuir com uma melhor compreensão acerca desse comportamento e também ajudar os profissionais que trabalham na área da saúde a melhorar a forma no cuidado, prevenção e intervenção, visto a importância de se ter um suporte e aparato adequados. Tivemos como objetivos verificar o interesse pelo tema, no meio acadêmico, através do número de publicações nos últimos 10 anos (de 2007 a 2017) e também desmistificar a automutilação, desassociando-a da possível intenção de suicídio.

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