O BULLYNG NA ESCOLA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO COM A TÉCNICA PSICODRAMÁTICA DE INVERSÃO DE PAPÉIS

ALESSANDRA MOREIRA DOS SANTOS, BRUNA LAYANE FILOCRE RODRIGUES DA SILVA, ELOISA MACHADO SOARES, GISLANE CARVALHO DOS SANTOS, SHIMONY MACHADO COELHO

Resumo


O psicodrama, de acordo com seu criador Moreno (2008), é um método que estuda as verdades existenciais através da ação e surgiu como um contraposto aos métodos individualistas e racionalistas prevalecentes na época. O psicodrama é umas das terapias de base da abordagem fenomenológico-existenciais, que visa o desenvolvimento da intuição, da liberdade e sensibilidade; não se utiliza enquadramentos diagnósticos psicopatológicos (RAMALHO, 2010). Dentre as diversas técnicas do psicodrama encontra-se a inversão de papeis ou troca de papeis que, de acordo com Monteiro (1998), nessa técnica os indivíduos fazem o papel de seus antagonistas onde cada um desempenha o papel do outro tal como o percebe, diante do outro. Para Moreno (2008), “cada um vê o outro com seus próprios olhos, e é isso que a vivência psicodramática permite, que haja uma intuição a respeito do ser do outro”. A inversão de papeis é realizada mais facilmente quando se trata de indivíduos que se encontram no mesmo ambiente e que tem relações sentimentais envolvidas, como é o caso de pais e filhos, casais, pessoas que trabalham juntos ou estudam no mesmo ambiente, alunos de uma mesma sala, etc. Em sala de aula, trabalhar com a inversão de papéis é interessante e eficaz, um tema sugerido e que é um problema em muitas escolas é o bullyng cuja palavra é de origem inglesa que tem como raiz, o termo “bull”, é um termo utilizado para designar “pessoa cruel, intimidadora e/ ou agressiva” (GUIMARÃES, 2009). Segundo Ferreira e Tavares (2009), o bullyng se apresenta enquanto prática de violência sem motivo aparente e que possui como local específico a escola. Contudo, atualmente o bullyng tornou-se um problema extremo e uma das maneiras mais comuns de se praticar o bullyng é a violência física, que está atrelada também à violência psicológica. Ramos (2008) acrescenta que “o ato do bullyng na escola ocorre quando um ou mais alunos começam a intimidar, perseguir, humilhar, amedrontar, chamar por apelidos cruéis, ridicularizar, excluir, demonstrar comportamento racista e preconceituoso, e por fim agredir fisicamente um outro aluno, de maneira sistemática e sem razão aparente”. Esta pesquisa é resultado de uma atividade prática da disciplina de Laboratório de Processos Grupais, que foi realizada pela necessidade de abordar um tema importante e recorrente no ambiente escolar: o bullyng, visto que é necessário trabalhar de maneira geral, não apenas com o “agressor”, como acontece em muitas situações, a conscientização de todos é importante e pode ser feita através da técnica de inversão de papeis, fazendo com que o outro (agressor) sinta ou pelo menos tenha uma ideia do que sente quem é agredido verbalmente ou fisicamente. Porém, não basta propor o uso da técnica, dar a consigna “fique cada um no papel do outro”, para que o fenômeno descrito por Moreno ocorra.

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