AS REFLEXÕES DA PSICANÁLISE SOBRE A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

BRUNA MILLENA MESQUITA PRIMEIRO, CRISTIAN RODRIGO DA SILVEIRA MORALES

Resumo


Sabendo do processo evolutivo natural do ser humano e as modificações modernas na sociedade é perceptível que estas mudanças, também, estão presentes no início da fase desenvolvimento infantil, uma vez que, as brincadeiras, as vivências dessa fase atualmente não têm sido vistas com tamanha importância, devido as razões externas do cotidiano e ritmo de vida da sociedade e das famílias de acordo Cairoli (2010). A temática está relacionada não somente com os momentos de jogos e brincadeiras que ajudam no processo de aprendizagem das crianças. O ato de brincar pode ir além do pensar lúdico e da diversão. O brincar torna-se um aspecto de ligação do real ao imaginário. A criança reinscreve, de forma inconsciente, no mundo externo conteúdos de seu mundo interno. Desse modo a brincadeira, apresenta uma importante função, uma vez que realiza na ação um modo de defesa contra a ansiedade que os conteúdos internos podem ocasionar. A atividade lúdica serve como uma descarga emocional, na qual é possibilitada a reedição dos conflitos infantis (BERNARDI, 2016). Desta forma, é possível compreender o brincar como uma atividade produtora de subjetividade. Freud, que considerava os brinquedos e os jogos como uma das atividades favoritas e mais intensa das crianças, passou a analisar o brincar infantil. De acordo com Cairoli (2010), Freud por meio da observação realizada com um bebê de um ano de idade, considerou que a brincadeira que fazia aparecer e reaparecer um carretel, poderia permitir a criança dominar a angústia em relação ao desaparecimento e retorno de sua mãe, simbolizada através do carretel. Esta brincadeira permitia à criança elaborar de modo inconsciente angústia frente a cada separação. Nesse contexto, o presente trabalho pretende analisar os aspectos da psicanálise sobre a importância do brincar no desenvolvimento da infância, buscando pela ótica da abordagem obter a compreensão de como pode ser possível uma criança criar e resinificar suas experiências de vida mesmo de modo inconsciente.

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