A HIPNOSE COMO ALIADA TERAPÊUTICA

ARON WILLIAM GLASS, EMERSON ARGOLO REALE

Resumo


A história da hipnose tem um passado longínquo, entretanto, em meados de 1843 através do médico oftalmologista e cirurgião James Braid é que apareceram os primeiros conceitos científicos sobre o seu uso terapêutico (FERREIRA, 2003). Posteriormente, no século XX, o psiquiatra americano Milton H. Erickson revolucionou os estudos clínicos sobre ela, e como consequência fez com que esta se dividisse em duas escolas: hipnose clássica e hipnose ericksoniana (BAUER, 2015). Atualmente a hipnose tem seu uso autorizado e reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia pela resolução 013/2000, de 20 de dezembro de 2000 (CFP, 2000). Ademais, o órgão pioneiro a regulamentar a utilização da hipnose por profissionais da saúde foi o Conselho Federal de Medicina (CFM, 1999). Vale ressaltar que além do CFP e CFM, o Conselho Federal de Odontologia (CFO, 2008) e o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CONFITO, 2010) também autorizam e regulamentam a utilização da hipnose por seus/suas profissionais. Além disso, recentemente o Ministério da Saúde acrescentou à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) o uso terapêutico da hipnose (hipnoterapia) no Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2018). O Conselho Federal de Psicologia (2000), considera a hipnose como recurso auxiliar e coadjuvante no trabalho do/a psicólogo/a, sobretudo a Hipnose Ericksoniana, que possui valor científico e aplicação prática, capaz de auxiliar na resolução de problemas psicológicos e físicos dos indivíduos. Diante do espaço que a hipnose vem alcançando, além do amparo legal para sua utilização e do amplo campo de atuação interdisciplinar que os/as profissionais de psicologia compõem, torna-se importante conhecer como esta ferramenta (aliada terapêutica) pode ser útil na prática destes/destas profissionais. Para tanto, este trabalho tem o objetivo de investigar e descrever estudos que envolvam a utilização da hipnose em contextos de saúde, e desta forma contribuir para a divulgação de seus resultados e também servir de fomento para futuras pesquisas.

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