TRANSTORNO DESAFIADOR DE OPOSIÇÃO: REVISÃO LITERÁRIA SOBRE CARACTERÍSTICAS DO DISTÚRBIO E IMPORTÂNCIA DE UM DIAGNÓSTICO PRECOCE BASEADO EM UM ESTUDO DE CASO

CAMILA CÁSSIA CANZI, CARLA GABRIELA RODRIGUES CAVALCANTE, BRUNO BORGES DIAS, CRISTIAN RODRIGO DA SILVEIRA MORALES, CAREN RIGON, LEANDRO DOBRACHINSKI

Resumo


Consoante Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-V), o transtorno desafiador de oposição (TDO) é considerado um transtorno disruptivo, do controle de impulsos e de conduta e caracteriza-se como um distúrbio no autocontrole emocional e comportamental. Nesse âmbito, de acordo Figueiredo (2015) o indivíduo que possui esse distúrbio age com teimosia, agressividade, vingança, tem dificuldade em respeitar autoridades e não admite culpa por seus atos, desenvolvendo, muitas vezes, um transtorno denominado comportamental, o qual é definido por condutas mais graves, tais quais, furtos e violência para com humanos e animais. A prevalência do transtorno desafiador de oposição é variável e subjetivo. Segundo Elia (2019) pode atingir até 15% da população, sendo mais comum no sexo masculino. Corroborando com essa perspectiva variável, uma metanálise realizada por Thiengo, et al (2013), evidenciou uma comparação entre três estudos, as quais apresentaram os seguintes índices epidemiológicos no TDO: Merikangas, et al.12,6%; Johnson, et al. – 10,3%; Roberts, et al. – 2,7%, demonstrando alta diferenciação da epidemiologia, podendo variar de acordo com fatores ambientais, sócio-demográficos e ligados ao sexo. Nessa esteira, o motivo pelo qual os meninos são o grupo mais prevalente está ligado a uma maior agressividade conferida ao sexo masculino e menos interesse a questões relacionadas à escola. Além disso, consoante Teixeira (2014) divórcio dos pais e condições menos abastadas também são fatores de risco para o TDO. Nesse âmbito, estudos realizados por Pacheco, et al (2005) evidenciam uma característica antissocial nos indivíduos que possuem TDO, sendo expressas principalmente por comportamentos considerados de “externalização”, ou seja, manifestação de agressividade, impulsividade e de comportamentos delinquentes. Essa característica confere aos indivíduos acometidos exacerbada dificuldade de se relacionar e demonstrar afetividade, corroborando para o isolamento social. Assim, o TDO possui um forte fator biopsicossocial, já que não afeta só quem o tem, mas também os pais, responsáveis, professores e colegas de escola, resultando em muitos obstáculos em lidar com a criança, sendo reforçado pelos próprios conviventes seu isolamento e punições de cunho agressivo, muitas vezes desmedias por falta de entendimento dos conviventes. Pensando nisto, o objetivo desse trabalho é demonstrar as características da patologia e a importância do diagnóstico precoce para a preparação, tratamento e impedimento de agravos para outros transtornos, visto que crianças com TDO são predispostas ao uso de drogas, álcool e agravos comportamentais. Ademais, esse estudo pormenoriza a relação de um caso clínico com o que é explanado por diversas literaturas e com o conhecimento precoce sobre o tema, os 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 pais ou responsáveis podem ser melhor preparados, passando por treinamentos, para lidar com certas situações que certamente o levariam a um estresse exacerbado, evitando agressões e punições desmedidas.

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