ASPECTOS CLÍNICOS E HISTOPATOLÓGICOS DOS LINFOMAS HODKING E NÃO HODKING: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

LORENA SENA OLIVEIRA, BRUNO BORGES DIAS, MARIANA ROCKENBACH, LEANDRO DOBRACHINSKI, SILVIO TERRA STEFANELO, CAREN RIGON MIZDAL

Resumo


Os linfomas englobam um grupo heterogêneo de doenças geradas por linfócitos malignos. Regularmente, esses leucócitos danosos acumulam-se nos linfonodos e eventualmente acometem o sangue periférico (fase leucêmica) ou infiltram outros órgãos externos ao tecido linfoide. Sendo assim, os linfomas são divididos em Hodgkin e Não-Hodgkin (BARCELOS, 2009). De acordo com Caldas (2002), esses linfomas são potencialmente curáveis, e representam 8% de todas as doenças malignas. Segundo Bojanowska-Poźniak (2017), os linfomas possuem maior prevalência no sexo masculino, com dois picos de morbidade, entre os 20 e 30 e entre os 60 e 70 anos de idade. A Organização Mundial da Saúde, classifica os linfomas em mais de 30 tipos, com o principal critério de classificação consistindo no tumor originado de células B (86%), Células T (12%) ou células natural killer (NK) (2%). Além disso, Grangeiro (2004) afirma que, apesar de rara, há a possibilidade de existirem linfomas compostos, quando dois tipos de linfomas ocupam o mesmo sítio ou sítios diferentes. Em alguns casos, o linfoma de Hodgkin pode estar associado com o linfoma não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin, descrito por Thomas Hodgkin em 1832, é definido como uma neoplasia hematológica de origem linfoide, com características histopatológicas marcadas pela presença de proliferação de células neoplásicas de morfologia variável, intituladas de células de Reed-Sternberg, imersas em um substrato celular de aspecto inflamatório. É uma patologia rara: no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer estimou cerca de 2.470 mil novos casos, com cerca de 60% desses acometendo homens, e com incidência de 1,46 acometidos a cada 100.000 homens e 0,93 casos a cada 100.000 mulheres, apresentando maior predisposição no sexo masculino (BUCCHERI, 2018). Segundo Santos (2008), estes representam cerca de 1% de todas as doenças malignas, ocorrendo principalmente em adultos jovens entre 15 e 39 anos e possui excelente prognóstico. Os Linfomas Não-Hodgkin apresentam-se como um grupo heterogêneo de doenças malignas clonais que levam a mutações somáticas nas células linfoides progenitoras. A célula maligna possui fenótipo de célula B, T ou NK (natural killer). Aproximadamente cerca de um terço dos LNH surgem em tecidos diferentes dos linfonodos e, devido à isso, são chamados de linfomas extranodais. Nas últimas duas décadas, o número de casos de linfomas extranodais superou a quantidade de relatos de linfomas nodais. Durante os últimos anos, a incidência anual nos Estados Unidos nodais de linfomas nodais foi de 1,7% a 2,5%, enquanto os linfomas 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 extranodais apresentam uma incidência de 3% a 6,9%, superando apenas o número de casos de câncer de pulmão em mulheres e melanoma em ambos os sexos (NETO, 2007). Este trabalho objetiva explicitar o Linfoma de Hodgkin e Linfoma de Não-Hodgkin, sua incidência na sociedade atual e alertar acerca da importância do conhecimento sobre essa patologia. Com os dados obtidos, espera-se delimitar o grau de relevância de ambos os linfomas, seu perfil de comportamento, a necessidade da ciência dos profissionais da área da saúde acerca da doença e da importância do diagnóstico histopatológico somado ao clínico, a fim de corroborar para tratamento rápido e eficiente.

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