REPERCUSSÃO DA HEMODIÁLISE NA FUNÇÃO PULMONAR E FORÇA MUSCULAR VENTILATÓRIA EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

ALANA SUZY DE MATOS SILVA, ANA PAULA DE OLIVEIRA DE CASTRO, DAIANE ALVES DA SILVA, FLÁVIA DE CARVALHO SANTOS, LEINA DE SOUZA ORMOND

Resumo


A Doença Renal Crônica (DRC) é uma lesão no parênquima renal e/ou alteração contínua e irreversível que ocorre na taxa de filtração glomerular (TFG), modificando a funcionalidade dos néfrons, e consequentemente os sistemas orgânicos principalmente o respiratório. Sendo assim, é uma síndrome lenta e progressiva que ocasiona a perda da capacidade renal de excretar resíduos em um período igual ou superior a três meses (SANTOS e SARDINHA, 2018; CARACAS et al., 2017). A DRC é classificada em 5 estágios de acordo com o seu prognóstico, sendo o último nomeado de estágio terminal. O V estágio é caracterizado pela falência renal, com filtração glomerular menor que 15mL/min/1,73m2 (sendo considerado a função renal com valor normal >90 ml/ min/ 1,73 m2), o que indica necessidade de intervenção imediata de substituição da função renal (KDIGO, 2013). Os tratamentos mais eficazes para o estágio V são a hemodiálise (HD), a diálise peritoneal e o transplante renal, sendo a hemodiálise a mais utilizada para a substituição temporária da função renal até o transplante dos órgãos. Na hemodiálise é utilizada uma máquina para remover líquidos e resíduos do corpo, normalmente é utilizado três sessões semanais com tempo de três a cinco horas por sessão que varia de acordo com as particularidades do paciente (RIELLA, 2010). Com o avanço da doença, além do comprometimento renal, surgem alterações fisiopatológicas no sistema respiratório modificando os volumes e capacidades pulmonares, bem como a pressão inspiratória e expiratória, diminuindo a função pulmonar dos pacientes (DUARTE et al., 2011). O colapso da excreção renal afeta diretamente o sistema respiratório, diminuindo a força e o endurance da musculatura respiratória, ocasionando déficit ventilatório devido o comprometimento muscular, da circulação de toxinas urêmicas e de acometimentos teciduais e pulmonares, os quais comprometem a função desse sistema, diminuindo as capacidades pulmonares (BIANCHI et al., 2009). Entretanto, com o início da HD essas alterações desaparecem rapidamente, sem deixar sequelas. Uma das hipóteses propostas centra-se no aumento da ventilação na base pulmonar, causando uma elevação da capacidade vital em pacientes com edema pulmonar. Essas alterações são esclarecidas pela redução do conteúdo de líquido nos pulmões, desde que o edema intersticial seja pequeno, promovendo abertura das vias 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 aéreas (BIANCHI et al., 2009). Diante ao exposto, o presente estudo tem como objetivo avaliar a repercussão da hemodiálise na função pulmonar e força muscular ventilatória em pacientes com Doença Renal Crônica.

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