EFEITOS DA FISIOTERAPIA EM GESTANTES COM DOENÇAS HIPERTENSIVAS ESPECÍFICAS DA GRAVIDEZ: REVISÃO DE LITERATURA

MARIA EDUARDA CORADO NASCIMENTO, MARISA FRANÇA PASSOS, MONIQUE MARQUES JACOBINA, THAYNARA DE SOUZA SILVA, MICHELE PORTO GUARNIERI DE SOUZA

Resumo


A gestação na maioria das vezes ocorre sem intercorrências, mais em alguns casos ela pode apresentar riscos tanto para a saúde materna quanto para o desenvolvimento e saúde fetal. As gestações que apresentam maior probabilidade de evolução desfavorável são denominadas de gestações de alto risco (MENEZE; GRACILIANO, 2013). Uma das principais doenças que se manifestam durante a gestação é a hipertensão arterial que pode causar diversos efeitos deletérios sobre os sistemas, principalmente vascular, hepático, renal e cerebral. Essas complicações citadas explicam a alta morbimortalidade materna e perinatal em mulheres com hipertensão gestacional (MARTINEZ, et al., 2014). As doenças hipertensivas específicas da gestação mais comuns de ocorrerem são a pré-eclâmpsia ou eclampsia quando a hipertensão arterial surge após 20 semanas de gestação está associada à proteinúria, e hipertensão crônica de qualquer etiologia quando identificada antes da gestação ou antes de 20 semanas de gestação (MOURA, et al., 2011). A hipertensão pode ser caracterizada se forem detectados valores pressóricos iguais ou superiores a 140x90 mmHg, e deve se considerar como gestantes hipertensas mulheres que apresente aumento de 15 mmHg na pressão arterial diastólica e 30 mmHg na pressão arterial sistólica, sendo confirmado após duas medidas, com intervalos de no mínimo, 6 horas, com a mesma sentada e em repouso (FERREIRA, et al., 2016). Hipertensão na gestação é a principal causa de morte materna no país, sendo responsável por cerca de 35% dos óbitos com uma taxa de 140 – 160 mortes maternas/100.000 nascidos vivos. Em relação à mortalidade perinatal, a taxa nacional é de 150/1000 partos, se forem considerados os diagnósticos de prematuridade, sofrimento fetal, crescimento fetal restrito, a hipertensão está assinalada como a maior causa dos óbitos fetais ou do recém-nascidos (MOURA, et al., 2011). Sendo assim a fisioterapia pode atuar de forma preventiva, diminuindo os fatores de risco antes da concepção, melhorando a saúde materna e utilizando o exercício físico como recurso terapêutico, a ginecologia e obstetrícia é uma área pouco explorada pela fisioterapia, mas de grande importância no atendimento obstétrico, uma vez que proporciona qualidade de vida à gestante tanto no pré quanto no pós (SOUZA; DUBIELA, JÚNIOR, 2010). Este trabalho teve por objetivo verificar o efeito do tratamento fisioterápico em gestantes com doenças hipertensivas específicas da gravidez.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.