CRISE HIPERTENSIVA E CUIDADOS DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

EDIVÂNIA DE SOUZA ALVES, DARLEIDE PASSOS COITÉ, GRAZIELE JANUÁRIO BRAZ DE SOUZA, JOELMA SANTOS, WÊDMA RÍZIA DE SOUZA RIBEIRO, ÉRICKA SAMANTA DORFEY

Resumo


A hipertensão arterial é conceituada como um dos principais fatores de risco para a morbimortalidade, principalmente por se tratar de uma doença silenciosa e que, muitas vezes, é diagnosticada a partir do surgimento de sinais e sintomas tardios, por isso é um importante problema de saúde pública (JANZON, 2010). Em geral, consideramos crise hipertensiva quando a pressão arterial sistólica (pressão arterial máxima) e a pressão diastólica (pressão arterial mínima) encontra-se com um aumento significante, porém com diferentes repercussões. A crise hipertensiva é uma das complicações da hipertensão arterial, caracterizada pelo aumento abrupto, inadequado, intenso e sintomático da pressão arterial, podendo levar até mesmo à morte, pois em certos casos pode lesionar órgãos alvos como: cérebro, coração, rins e artérias (BRASIL, 2006). A crise hipertensiva está presente no cotidiano das emergências das instituições brasileiras, sendo uma situação clínica que requer avaliação imediata da pessoa acometida para controle rigoroso dos níveis tensionais e dos sinais e sintomas, pode ser dividida em emergência e urgência. Na hipertensão de emergência, há evidência de lesões em órgão-alvo e risco iminente de vida e a sintomatologia vai depender do órgão-alvo afetado e do grau de desenvolvimento dessa lesão. A pressão arterial deve ser reduzida imediatamente, mas não necessariamente para níveis normais (OLIVEIRA; TRINDADE, 2010). A pseudocrise hipertensiva, é uma elevação da pressão arterial decorrente de estresse psicológico ou de dor, não oferece sinais evidentes de lesão em órgãos-alvo, nem risco de vida quando da avaliação física e constatação de exames complementares (SILVA, 2013). A urgência hipertensiva é classificada como a elevação sintomática da pressão arterial sem lesionar órgãos alvo. O paciente se encontra com a pressão arterial elevada e o mesmo não apresenta obnubilação, vômitos, dispneia etc., nestes casos o paciente não corre risco de vida. Nessa situação, a pressão arterial pode ser controlada em 24 horas e preconiza-se a administração, por via oral, de um dos seguintes medicamentos: diuréticos de alça, betabloqueador, inibidor da enzima conversora de angiotensina ou antagonista dos canais de cálcio (SANTOS, 2013; NASCENTE, 2010). Acredita-se que, pelo menos, 7% dos pacientes já apresentaram uma emergência hipertensiva antes do uso de anti-hipertensivos e cerca de 1% desta população possa desenvolver uma crise hipertensiva. É responsável por causar 25% dos casos de cardiopatia 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 isquêmica, 40% dos casos de acidentes vasculares cerebrais (AVC’s) e uma das mais frequentes causas de insuficiência renal crônica (GIANNINI, 2014). A razão pela qual nos levou a esta pesquisa teve origem no curso bacharel em enfermagem, pois toda a equipe de saúde deverá estar apta a atender de forma ágil e rápida um paciente em crise hipertensiva. Em face ao exposto tema, questionamos: qual o papel do profissional de enfermagem frente ao paciente em crise hipertensiva? Diante do exposto o objetivo desta pesquisa foi delinear os cuidados prestados pela equipe de enfermagem frente ao paciente em crise hipertensiva.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.