ANÁLISE ETIOLÓGICA DO ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

ISA GARDÊNIA DOS SANTOS SANTANA, MAYARA CRISTINA SODRÉ MOURA, DAISY MARILLYA XAVIER LEITE, DIOGO PEREIRA CARDOSO DE SÁ

Resumo


Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é definido como um transtorno clínico de rápido desenvolvimento de perturbação focal da função cerebral, de origem vascular e com mais de 24 horas de duração. Em escala mundial o AVC é a segunda principal causa de morte (ALMEIDA, 2012). No Brasil, o número de vítimas fatais por AVC chega a quase 100 mil pessoas. Atualmente, a doença é responsável pela primeira causa de mortes registradas no país (Portal da saúde, 2012). O acometimento se dá predominantemente em adultos de meia-idade e idosos. Segundo estimativas, em 2005, o AVC foi responsável por 5,7 milhões de mortes em todo o mundo, equivalente a 9,9% de todas as outras causas. Mais de 85% dessas mortes ocorrem em pessoas que vivem em países de baixa e média renda e um terço ocorre em pessoas com menos de 70 anos de idade (OMS 2006). O AVC pode se manifestar de duas formas: isquêmica (obstrução do vaso, dificultando o suprimento de oxigênio e substratos ao tecido cerebral – resultado de processos ateroscleróticos ou embólicos) vv hemorrágica (extravasamento de sangue dentro ou em volta das estruturas do sistema nervoso central – intraparenquimatoso e subaracnóideo, respectivamente) (CHAVES, 2000 ). Aproximadamente 3/4 de todos os AVCs ocorrem em pessoas com idade superior a 65 anos. Dados do National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS) revelam uma incidência superior de AVC em indivíduos de raça afro descendente quando comparados aos de raça branca (especialmente nos jovens) e que, de todos os AVCs, 87% são isquêmicos (COSTA, 2009). O Acidente Vascular Cerebral apresenta altos níveis de mortalidade e, nos casos em que os indivíduos acometidos pela doença não vierem a óbito, poderão ser gerados quadros de incapacidades funcionais que se apresentarão como provisórios ou permanentes (DAMATA, 2016). O tratamento fisioterapêutico de um paciente que sofreu AVC se faz necessário pelo fato de ele ser portador de inúmeras sequelas como incapacidades físicas e diversas repercussões psicológicas que variam desde tristeza até depressão. Sendo assim, os maiores objetivos da 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 Fisioterapia para esses indivíduos são: alcançar o melhor grau de independência funcional, motivação e aceitação, para que estes interfiram diretamente no sucesso da reabilitação (STOKES, 2000). O objetivo do presente artigo, é analisar a etiologia do acidente vascular encefálico, bem como observar o aumento da incidência de alguns fatores modificáveis.

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