SÍNDROME DE ASPIRAÇÃO MECONIAL: FATORES DE RISCO E A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM

DANDARA RODRIGUES SIMÕES, JOELMA DE JESUS BATISTA SANTOS, JOSENANDO PEREIRA MACIEL MACIEL, ERICKA SAMANTA DORFEY

Resumo


O mecônio é um material de cor esverdeada, composto por líquido, resíduos teciduais e pêlos do feto, além de muco e sais, e pode está presente no líquido amniótico a partir da décima semana de gestação, O mecônio pode ser liberado por um estresse levando a liberação meconial para o líquido amniótico, em alguns casos o feto pode aspirar essa substância (HERNANDEZ et al, 2013). Para Daripa et al (2013) ao ocorrer à aspiração acontece a chamada Síndrome de Aspiração Meconial (SAM). Esse evento ocorre em cerca de dez por cento dos nascimentos. A SAM pode causar obstrução das vias aéreas e uma grave reação inflamação Após a passagem do mecônio para o líquido amniótico (LM) o recém-nascido (RN) é vítima de sofrimento fetal. Os RN’s costumam sofrer com dificuldades respiratórias e em alguns casos precisam de manobras de ressuscitação (BASTOS et al, 2016). A SAM pode levar a insuficiência respiratória sendo considerada uma patologia grave com altos níveis de mortalidade. Durante a SAM ocorre o bloqueio das vias respiratórias diminuindo a ventilação e troca de gases, o que provoca a inflamação da árvore brônquica. Essa alteração respiratória pode levar à hipoxemia, acidose, hipertensão pulmonar persistente, e pode haver a necessidade de oxigênio suplementar. Alguns fatores de risco que podemos observar são a pós-maturidade, o atraso de crescimento intrauterino, a apresentação pélvica do feto e a asfixia perinatal (MENDONÇA, et al, 2015). Segundo Silva e Prado (2017), nos últimos anos a idade gestacional (IG) teve grande relação com o desenvolvimento da SAM, pois quanto maior o tempo de gestação maior as chances de aspiração de mecônio. Sobretudo ao realizar uma assistência efetiva por uma equipe habilitada, as taxas de complicações durante o trabalho de parto reduzem significativamente, assim, também como um adequado e precoce atendimento para neonatos acometidos pela SAM. Na maioria dos casos o RN que aspirou mecônio necessitará de cuidados em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Uma pesquisa realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Santo Antônio em Blumenau/SC, entre julho de 2014 a julho de 2016, foi observado que 25% dos nascimentos, realizados após 34 semanas, houve incidência de líquido amniótico com mecônio. Entre estes cerca de 10% desenvolveu SAM e cerca de 9,9% necessitaram de UTI Neonatal. A falta de atenção pré-natal ou perinatal aumenta as chances de óbitos provocados pela SAM, ocorrendo maiores possibilidades de ocorrer em países em estágio de desenvolvimento (RODRIGUES e BELHAM, 2017). Segundo Fernandes, Rudek e Souto (2015) não é recomendado a indicação de aspiração da boca e nariz em neonatos com líquido amniótico meconial que apresentem vigor ao nascer, pois não há indício de redução de forma significativa de mortalidade. Ao aspirar a boca e o nariz 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 também não há notória redução de asfixia perinatal. A aspiração endotraqueal, porém é indicada quando não é iniciada respiração espontânea em RN’s envolvidos com mecônio. Diante desses motivos e para melhor entendimento sobre a síndrome, esse estudo foi realizado com o objetivo de explicar alguns fatores de risco e as possíveis causas para o desenvolvimento da SAM como também alguns cuidados que podem ser realizados após o nascimento em neonatos acometidos pela síndrome da aspiração meconial.

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