PERFIL DE MORTALIDADE DA REGIÃO OESTE DA BAHIA

ALINE SERPA GAMA ZAIONSO, DAIANE MUNIZ DE SOUZA SENE, JULYANNE SILVA DA MATA, LISANA ALVES SILVA, PÂMELA MATOS DE MELO, CLÉRIA ALVES DE QUEIROZ

Resumo


Analisar a mortalidade é um recurso imprescindível para verificação das condições de saúde e morte em diferentes grupos de população, inseridos em distintos territórios. Nesse contexto, os dados estatísticos disponibilizados consistem em uma estratégia acerca da identificação da situação de saúde em um determinado território, de modo a permitir a elaboração de programas e políticas destinados aos agravos diagnosticados (OLIVEIRA, 2015; SILVA, 2017). Desde o ano de 1996, os dados de mortalidade são registrados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), por meio do departamento de Informação do Sistema Único de Saúde (DATASUS) do Ministério da Saúde. Tais informações encontram-se categorizadas de acordo a décima Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10) (SILVA, 2017). No Brasil, dados epidemiológicos demonstram uma mudança no cenário com relação às causas de morte. Nesse seguimento, as doenças infecciosas têm sido substituídas por enfermidades não transmissíveis e de causas externas, além do aumento de índices de morbimortalidade em idosos comparada a fase jovem. Nesse sentido, de acordo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o ano de 2030, as patologias crônicas não transmissíveis como as doenças cardiovasculares, cerebrovasculares, pulmonares crônicas e neoplasias serão os fatores de maiores causas de óbitos em nosso país (CÔRREA; RIBEIRO, 2017; SILVA, 2017). Elucidando a epidemiologia, as doenças crônicas não transmissíveis são as principais causas de morte em todo o mundo, ocasionando cerca de 35 milhões de óbitos, 30% a mais comparada ao ano de 1990. Destacam-se ainda as mortes violentas, na qual através de um estudo de Carga Global realizado no ano de 2013, foi revelado uma ocorrência de cerca 4,8 milhões de óbitos, decorrente de acidentes e violências, em todo o mundo (AGOSTINHO; QUEIROZ, 2016; VILLELA; KLEIN; OLIVEIRA, 2016). Nesse contexto, o perfil de morbimortalidade é um indicador das condições de vida da população, assumindo assim um posto de grande relevância quanto a implementações de ações de saúde (OLIVEIRA, 2015). Diante disso, objetiva-se por meio do presente estudo, descrever o perfil epidemiológico de mortalidade no Oeste da Bahia.

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