O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA DO ENFERMEIRO FRENTE À UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

ALCIONE DA CAMARA DE JESUS, BRUNA CHRISTI ALVES DA SILVA, JANEZEIDE CARNEIRO DOS SANTOS BORGES

Resumo


As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) podem ser definidas como uma estrutura hospitalar complexa, implantadas no Brasil a partir da década de 1970, admite pacientes potencialmente graves ou descompensados de um ou mais sistemas orgânicos e que, com o tratamento intensivo tenham possibilidade de recuperação. Para tal função, ela necessita de maior organização e estruturação da assistência de enfermagem, para então contribuir positivamente para a qualidade das ações e segurança do paciente e da equipe multiprofissional (MASSAROLI et al., 2015; NOVARETI; QUITERIO; SANTOS, 2015). Assim, os enfermeiros que atuam em uma UTI devem ter conhecimento técnico-científico, serem capazes de lidar com a dor, o sofrimento, a perda e todo estresse que o trabalho requer, além de ter competência de gerenciador. Nesse sentido, esse profissional é responsável pela articulação e realização de atividades assistenciais e gerenciais, incluindo: previsão e provisão de recursos materiais, dimensionamento de pessoal, planejamento da assistência e liderança da equipe (CARVALHO; LEAL, 2017; FREIRE et al., 2019). No que tange a liderança, Balsanelli e Cunha (2016), afirmam que ela pode ser influenciada por diversos fatores dentre os quais estão o perfil pessoal e profissional, o ambiente de trabalho, a percepção de outros profissionais e pela própria liderança como competência. O enfermeiro como líder de equipe, deve trabalhar suas potencialidades de forma a desenvolver habilidades relacionadas com a direção, formação de um clima de apoio propício ao seu exercício e, desempenhar o processo de comunicação, o qual conduz o estilo de gestão do enfermeiro nas diferentes organizações (SILVA et al., 2016). No contexto assistencial hospitalar, o enfermeiro possui a capacidade de articular diferentes serviços, gerindo a coordenação do cuidado, educação continuada, garantindo os insumos necessários, supervisão de enfermagem e a assistência. Assumir o cuidado significa ter responsabilidade de articular os diferentes profissionais, visando atender em sua integralidade biopsicossocial, seus desejos e emoções (SOUZA et al., 2017). Perante o cenário de liderança, o enfermeiro, exerce um papel fundamental, pois é a partir dela que se obtém a sincronia do trabalho em equipe, um atendimento de qualidade e diminuição dos erros de enfermagem, gerando melhores resultados para o paciente (FREIRE et al., 2019). O enfermeiro é considerado um profissional estratégico para a gestão em saúde e agente de transformação por sua expressiva atuação na liderança, tendo o poder de tomar a iniciativa de uma abordagem gerencial inovadora, baseada em padrões de qualidade e voltada as necessidade pessoas e profissionais dos trabalhadores (ROCHA et al., 2017). Com essa abordagem, surge a seguinte indagação: como é o exercício da liderança do enfermeiro, frente a Unidade de Terapia Intensiva? Essa pesquisa torna-se relevante, pois a resposta permitirá avançar no conhecimento deste tema e fornecerá subsídios à gestão em enfermagem, permitindo o desenvolvimento dessa competência a partir de resultados encontrados. Além disso, fatores como alta criticidade, emprego de tecnologia pesada e a presença de equipe multidisciplinar no setor estimulam essa 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 investigação. De tal modo, o objetivo desse artigo é verificar como é o exercício do enfermeiro frente à Unidade de Terapia Intensiva.

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