INTOXICAÇÃO EXÓGENA EM UMA CIDADE DO OESTE BAIANO

JULYANNE SILVA DA MATA, VALÉRIA DE OLIVEIRA RODRIGUES

Resumo


A intoxicação exógena é definida como um conjunto de sinais e sintomas que se manifestam em decorrência de uma instabilidade orgânica, a partir do contato com um agente tóxico externo. Destacam-se como principais agentes tóxicos os medicamentos, cosméticos, produtos químicos, drogas, plantas tóxicas, agrotóxicos agrícolas, alimentos e bebidas (RAMOS; COLLI; SANCHES, 2017; SILVA; COSTA, 2018). A intoxicação pode ser considerada uma tentativa de assassinato ou suicídio, porém, a maioria dos casos costuma ocorrer de forma acidental. Os sinais e sintomas em casos de intoxicações agudas evolvem: fraqueza, lacrimejamento, sudorese abundante, tonturas, visão turva, sialorreia e dor abdominal. Posteriormente o quadro clínico pode evoluir para dificuldade respiratória, miose, tremores musculares, convulsões, vômitos, bradicardia ou taquicardia, choque, coma e óbito. (VIEIRA et al. 2016; SILVA, et al. 2017;). A Organização Mundial da Saúde estima que anualmente 1,5 a 3% da população total sofram intoxicações, representando assim, cerca de 4.800.000 novos casos a cada ano. Desse modo, as intoxicações exógenas em todo mundo, representam um problema de saúde pública, que necessita de estudos epidemiológicos para o aumento do subsídio a respeito da temática (BATISTA, et al. 2017; SILVA, et al. 2017). No que se refere à letalidade, em nosso país, as regiões Norte e Nordeste ganham ênfase. Logo, altos índices de letalidade refletem a qualidade do serviço de saúde prestado. Nesse contexto, ressalta-se que, não há políticas públicas específicas que aborde tais agravos, bem como, não existem locais de atendimento exclusivo para esses eventos. Nesse interim, encontra-se dificuldade em relação à detecção precoce da intoxicação ou até mesmo não há a identificação do agente causador (BATISTA, et al. 2017). Para fins epidemiológicos e investigativos, os incidentes envolvendo intoxicações exógenas devem ser notificados compulsoriamente, conforme a portaria nº. 204, de 17 de fevereiro de 2016. Tal notificação é indispensável, por diversas razões, dentre elas, a oportunidade de, na prática, tais dados subsidiarem ações de promoção e prevenção da saúde pública. Contudo, devido a subnotificação, os dados não demonstram a real magnitude da situação (SILVA; COSTA, 2018). Assim sendo, objetivou-se por meio do presente estudo, a análise dos casos de intoxicações exógenas ocorridas em uma cidade do oeste da Bahia, com base nas notificações compulsórias, ocorridas entre os anos de 2013 a 2017.

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