INCIDÊNCIA DE SÍFILIS CONGÊNITA: UM ESTUDO QUANTITATIVO EM UMA CIDADE DO OESTE BAIANO

VALÉRIA DE OLIVEIRA RODRIGUES

Resumo


A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), causada pela bactéria gram-negativa Treponema pallidum. De evolução, crônica essa infecção pode se manifestar de diferentes formas e estágios (primária, secundária, latente e terciária). Embora o tratamento seja eficaz e de baixo custo, a sífilis ainda é considerada um problema de saúde pública em nosso país (MARQUES et al., 2018; SILVA et al., 2019). Estima-se que no Brasil, 50 mil parturientes sejam diagnosticadas com sífilis a cada ano, o que leva a cerca de 12 mil nascidos vivos portadores da sífilis congênita no país. Esses dados chamam atenção para a ênfase no rastreamento da doença em todas as gestantes durante o pré-natal, bem como, a implementação da terapêutica em tempo oportuno, para assim extinguir o risco de transmissão ao feto (LAFETÁ et al., 2016; SHUBERT et al., 2018). A transmissão via placentária (transmissão vertical) ocorre quando a gestante infectada, não é tratada ou tratada inadequadamente. Ressalta-se que o contágio pode ocorrer em qualquer trimestre gestacional ou ainda durante o parto. Por isso, logo que a gestante for diagnosticada, deve-se tratá-la, bem como seu(s) parceiro(s) sexual(is). O tratamento consiste do fármaco penicilina benzatina 2.400.000 UI IM, dose única, para sífilis primária, secundária e latente precoce, na sífilis latente tardia ou indeterminada, 01 dose por semana, durante 03 semanas (MARQUES et al., 2018; SHUBERT et al., 2018). A sífilis, tanto na gestante, quanto congênita, é um agravo de notificação compulsória, conforme a portaria nº 33, de 14 de julho de 2005, do Ministério da Saúde (MS). Tal notificação visa avaliar a amplitude e danos da infecção do T. pallidum em gestantes e seus conceptos. Desse modo, a identificação do perfil epidemiológico das pacientes infectadas permite a criação de estratégias de saúde que promovam a intervenção e manejo precoces. Todavia, ressalta-se que a subnotificação dos casos é frequente (BRASIL, 2005; LAFETÁ et al., 2016; MARQUES et al., 2018; SHUBERT et al., 2018). Nesse sentido, objetivou-se por meio desse estudo, investigar o quantitativo dos casos de sífilis congênita, em uma cidade do oeste baiano, durante os anos de 2008 a 2018. Estima-se que, indiretamente, este trabalho auxilie no planejamento e elaboração de formas alternativas de intervenções específicas ao contexto epidemiológico local.

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