HANSENÍASE: COMUNICAÇÃO NO RESGATE DE PACIENTE FALTOSOS AO TRATAMENTO

CAROLINE SOUZA DE QUEIROZ, DJIDSON LOBO QUEIROZ, LAYS TEIXEIRENSE LEITÃO, LUCAS BARBOSA DA GAMA, SAIANY PEREIRA COSTA, SHEYLA FRANCISCA LOPES, CARLA DORALICE ALVES DA SILVA

Resumo


A hanseníase é causada por um micro-organismo chamado bacilo de Hansen (Mycobacterium leprae), também conhecida como lepra, mal-da-pele, mal-de-Lázaro, mal-do-sangue ou morfeia, inspira cuidados mais efetivos por não se tratar apenas como uma doença de pele contagiosa, pois, além disso, seu agente etiológico se aloja nos nervos periféricos e dissemina por outros órgãos, a exemplo o fígado, causando incapacidades e deformidades. Sendo transmitida pelo contato direto com pessoas doentes, especialmente mediante o convívio com pacientes multibacilares antes do tratamento, com intervenção de fatores determinantes e condicionantes do meio em que vive ((BRASIL, 2002; SARNO, 2003). Dessa forma a hanseníase é uma patologia infecciosa e crônica de grande importância para a saúde pública, tendo ações exclusivas voltadas para a sua erradicação em âmbito nacional por meio do Programa de Controle da Hanseníase, presente na Atenção Primária à Saúde (APS), em particular nas Equipes de Saúde da Família (EqSF), acolhendo a população através de ações preventivas e curativas (BRASIL, 2007). No Brasil ainda há um alto índice de Hanseníase e a maioria das pessoas desconhecem os sintomas da doença. Além disso, não sabem que ela pode ser tratada e curada. A falta de informação sobre a doença gera muito preconceito, o que deprecia a sua identificação e facilita o contágio de mais pessoas. É preciso que toda a população conheça os sinais e sintomas iniciais desta doença, para que possam procurar o serviço de saúde e saibam, também, que estes doentes depois que iniciam o tratamento não transmitem mais a doença, não se justificando, assim, o estigma social ainda existente (BRASIL, 2010). 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 Sabe-se ainda que é amplo o número dos contatos de hansenianos, que não buscam os serviços de saúde para fazer o exame, causando diversas vezes o diagnóstico tardio, com riscos de deformidades. Uma das táticas empregadas para a descoberta dos casos precoces é a efetivação do exame dermatológico dos contatos intradomiciliares dos casos novos e nos últimos cinco anos, de casos multibacilares, a comunicação entre os portadores e a educação em saúde (SOUSA, SILVA, XAVIER, 2017). Vale ressaltar que a comunicação é algo efetivo na vida do ser humano e não seria diferente aos profissionais da saúde e seus clientes frente à Hanseníase, sendo uma ferramenta essencial para o acolhimento, captação do indivíduo portador de hanseníase, sua adesão e continuidade ao tratamento, reduzindo assim os agravos da doença. Contudo o presente estudo tem como objetivo descrever a comunicação e seu papel no resgate de pacientes faltosos ao tratamento da Hanseníase.

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