GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

ADISON SANTANA CRUZ, ALCIONE DA CÂMARA DE JESUS, VALÉRIA DE OLIVEIRA RODRIGUES, SÁSKYA PHLÍSIA PEREIRA LIMA

Resumo


Com o crescente número de serviços de saúde, tem-se a elevação da quantidade de resíduos gerados e descartados por esses estabelecimentos. Diante disso, e pelo conhecimento dos riscos que estes resíduos impõem a saúde pública e ambiental, no decorrer dos anos, diversos órgãos mundiais demostraram preocupação em relação a gestão desses resíduos (SODRÉ; LEMOS, 2017). Com efeito, têm-se como geradores de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), todos os serviços cujas atividades estejam relacionadas com a atenção à saúde humana ou animal, em qualquer nível de atenção, prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação ou pesquisa. Os RSS compreendem uma variedade de resíduos, com distintas características e classificações. Por conta de suas características físico-químicas e infectocontagiosas, necessitam ser segregados e descartados de forma adequada, para minimizar os impactos intra e extra unidades (RDC 222/2018). Os resíduos são classificados como grupos A, B, C, D e E. Os resíduos do Grupo A são aqueles com possível presença de agentes biológicos; os do Grupo B são os que contêm substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente; os do Grupo C são os radioativos; os do Grupo D são resíduos comuns recicláveis e não recicláveis e podem ser equiparados aos resíduos domiciliares; os do Grupo E são os materiais perfurocortantes ou escarificantes (RDC 222/2018). O manejo dos RSS é considerado um procedimento de alta complexidade, pois, além da diversidade de resíduos, são vários profissionais que os geram e manuseiam. A equipe de enfermagem destaca-se dentre esses profissionais, no ambiente hospitalar, pelas atividades que exerce, como na assistência direta ao paciente e na execução da maior parte de procedimentos invasivos. Porém, a maioria dos profissionais dessa equipe desconhece a classificação e as etapas de manejo dos resíduos, refletindo em falhas no processo de gerenciamento dos mesmos (MAHLER; MOURA, 2017). Nesse sentido, Pugginaet al., (2015), observa que há uma lacuna na produção de conhecimento sobre a temática supracitada, como também pouca abordagem em meios acadêmicos e no cotidiano das práticas profissionais. Assim, a educação permanente pode ser uma aliada na construção do conhecimento, uma vez que, propicia a socialização dos saberes por meio do pensamento livre, crítico e reflexivo, transformando o cotidiano e fundamentando o compromisso pessoal e profissional, justificando-se a produção desta pesquisa. Portanto, o presente estudo tem por objetivo relatar a experiência de uma intervenção educativa, realizada no Centro de Atendimento à Mulher, acerca do gerenciamento de resíduos nos serviços de saúde.

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