ESTRESSE EM PORTADORES DE DOENÇA RENAL CRÔNICA SUBMETIDOS AO TRATAMENTO HEMODIALÍTICO

ADISON SANTANA CRUZ, SÁSKYA PHLÍSIA PEREIRA LIMA, DULCE RODRIGUES DE MATOS

Resumo


A doença renal crônica (DRC) relaciona-se à diminuição da taxa de filtrarão glomerular, sendo associada à lesão ou perda lenta, progressiva e irreversível das funções reguladoras, endócrinas e excretoras dos rins. Como consequência dessa deficiência, ocorre uma elevação na concentração de resíduos nitrogenados no sangue, como a ureia e creatinina. Sendo assim, as três principais modalidades de tratamento para DRC são hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal (FREIRE; MENDONÇA, 2013; TEIXEIRA, et al., 2015). Nesse caso a hemodiálise é considerada o tratamento mais comumente adotado, substituindo a função dos rins. Este é um processo mecânico extracorpóreo, que consiste na remoção de substâncias tóxicas e do excesso de líquido do organismo. Geralmente, esse tratamento é realizado em unidade hospitalar, três vezes por semana, com duração de aproximadamente três a quatro horas em cada sessão. Além disso, a pessoa deve modificar a dieta e fazer uso contínuo de medicamentos (COUTINHO; COSTA, 2015; SOUZA, et al., 2017). Quando o paciente é diagnóstico com DRC, ele é levado a conviver diariamente com uma doença incurável, além de ser submetido o mais precocemente aos tratamentos possíveis, seja conservador ou dialítico, que se caracteriza como uma experiência difícil, dolorosa e de longa duração, que provoca junto com a evolução da doença e suas complicações, maiores limitações e alterações de grande impacto. Dessa forma, os pacientes renais devem se adaptar às mudanças, que dentre elas envolvem os novos hábitos alimentares, rotina modificada, perca da atividade laboral, alteração da imagem corporal, dependência familiar e perda da autonomia, o que acarreta alterações na sua integridade física, econômica, social e psicológica (COUTINHO; COSTA, 2015; SILVA, et al., 2015). Os pacientes com DRC que realizam tratamento hemodialítico, além de serem mais susceptíveis ao estresse, que se caracteriza por uma mobilização de defesas do organismo a agentes hostis e ameaçadores, vivenciam diariamente condições particulares, sendo assim, precisam acessar os serviços de saúde, tornando-se dependentes da realização de hemodiálise, sofrendo com o controle rigoroso de dieta e líquidos, tendo a vida laboral restringida, redução da sua participação nos orçamentos domésticos, entre outros. Tais condições se transformam em perdas que afetam tanto o paciente como a sua família (SANTOS; NAKASU, 2017). Dessa forma, no contexto do adoecimento e da necessidade de se realizar o tratamento, observa-se que, além das fases de estresse em que tais pacientes normalmente se encontram (resistência e exaustão), eles podem reagir a situações ameaçadoras ou intensidade elevada de ansiedade, além disso, podem apresentar sintomas de depressão, em consequência dessas perdas por ele vivenciadas. Com isso, a doença e o estresse gerado pelo tratamento podem 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 desencadear, além de depressão e ansiedade, o medo, insegurança, baixa autoestima e sensação de inutilidade (SANTOS; NAKASU, 2017; SOUZA, et al., 2017). Diante das informações supracitadas, objetivou-se com esse estudo, identificar sintomas de estresse em pacientes portadores de DRC submetidos ao tratamento hemodialítico.

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