ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UTILIZAÇÃO DO MÉTODO CANGURU EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

ALESSANDRA MENUZZI LOBATO DE OLIVEIRA, ANA CLAUDIA SIQUEIRA DE SOUZA, CAROLINE SOUZA DE QUEIROZ, EILANE SANTOS DA CRUZ NASCIMENTTO, SAIANY PEREIRA COSTA, DULCE RODRIGUES DE MATOS

Resumo


A criança é um ser único, completo de potencialidades, vivenciando durante toda sua vida intrauterina e no período do nascimento, uma série de modificações que serão decisivas no seu crescimento e desenvolvimento saudáveis (CARVALHO, 2001). Portanto, este crescimento e desenvolvimento podem ser prejudicados quando o bebê nasce prematuramente ou com problemas orgânicos, sendo qualificado como recém-nascido (RN) de alto risco. Independentemente da idade gestacional ou peso ao nascerem, esses bebês exibem maior chance de morbimortalidade devido às condições superpostas ao curso normal dos acontecimentos integrados ao nascimento e à adaptação à vida extrauterina. Com isso, o surgimento das Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIN) ocasionou um universo mais extenso à assistência aos recém-nascidos, possibilitando a sobrevivência de bebês que teriam poucas chances há alguns anos (SILVA; VIEIRA, 2008; CARVALHO, 2001). A UTIN institui ambiente terapêutico apropriado para terapêutica do RN em estado grave. O espaço UTIN propicia uma experiência ao recém-nascido bastante diferente daquela do espaço uterino, uma vez que este é o ideal para o crescimento e desenvolvimento fetal, pois possui propriedades distintas, como temperatura agradável e constante, macicez, aconchego, e os sons extra-uterinos são filtrados e reduzidos (REICHERT; LINS; COLLET, 2007). A enfermagem e a família sempre estiveram próximas, vivenciando momentos difíceis que deprecam dela ações, sentimentos e pensamentos que, diversas vezes transpõem suas possibilidades conhecidas, a família necessita de um enfermeiro capaz, que lhe ajude a olhar esses momentos como possibilidade de superar-se nas capacidades que lhe faltam para o enfrentamento da patologia do RN (MOREIRA, 2001). ”Deste modo, acredita-se que o cuidado a ser praticado na UTIN precisa ser exercido e vivenciado em sua totalidade, na tentativa de diminuir manuseios excessivos que possam envolver o bem-estar do RN” (MATIJASEVICH, et al, 2013). Em relação a isso, em 1979, no Instituto Materno-Infantil da cidade de Bogotá (Colômbia), os médicos Edgar Rey Sanabria e Hector Martinez Gómez, amparados em dados epidemiológicos de mortalidade neonatal, constataram a necessidade de implementar e normatizar o cuidado ao recém-nascido prematuro e de baixo peso por meio do Método Canguru (MC). O método incide no posicionamento supino do neonato prematuro entre os seios maternos, e o contato pele a pele entre a mãe e o recém-nascido. Esse método foi adotado no Brasil, sendo o primeiro país a reconhecê-lo como política pública de saúde, no Sistema Único de Saúde (SUS), uniformizando e sistematizando a sua utilização no atendimento por meio da Portaria 72/2000 (SILVA; THOMÉ; ABREU, 2011). Tendo em vista o grande número de bebês prematuros de baixo peso, que nascem anualmente e de internações na UTIN, a presente pesquisa tem como objetivo de descrever a importância da 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 assistência de enfermagem na utilização do método canguru na unidade de terapia intensiva neonatal. Desta forma, este estudo contribuirá para novas pesquisas acerca do tema descrita, e mostrar a importância da implementação do MC.

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