URINÁLISE: ANÁLISE DA CRISTALÚRIA EM PACIENTES ATENDIDOS EM UM LABORATÓRIO DE REFERÊNCIA NO MUNICÍPIO DE LUIS EDUARDO MAGALHÃES - BA

FRANÇOESE LAZZARI, RAISSA LOPES DE SOUZA OLIVEIRA, KAROLLYNE VALÉRIA, LEANDRO DOBRACHINSKI, SÍLVIO TERRA STEFANELLO, CAREN RIGON MIZDAL

Resumo


A urina é um objeto de estudo de suma importância, sabendo que através dela é possível avaliar a função renal e identificar a etiologia da disfunção. Além disso fornece informações sobre várias funções metabólicas do organismo. A análise da urina é considerada como um exame de rotina, por sua simplicidade, baixo custo e facilidade de obter a amostra (HEGGENDORNN, et al. 2014). A uroanálise inclui exames físicos e químicos como pH, proteínas, glicose, cetonas, hemoglobina, bilirrubina, urobilinogênio, nitrito, densidade e leucócitos através da tira reagente, método eficaz de avaliação e de baixo custo, garantindo precisão ao resultado. Ademais é realizado também a análise microscópica do sedimento urinário onde há à avaliação da presença de eritrócitos, leucócitos, bactérias, cilindros e cristais (HEGGENDORNN, et al. 2014). É importante que o encaminhamento para realização do exame de urina seja fornecido detalhadamente acerta da necessidade clínica do paciente, podendo assim escolher o melhor método e uma melhor interpretação, para que assim tenha diagnóstico fidedigno e de qualidade (CEZAR, 2016). De acordo com PENIDO (2002), a presença de cristais urina é um fator de grande indicação para a doença calculosa renal. As alterações que mais ocorrem que levam a formação de cristais na urina ou ainda formar cálculos renais estão relacionadas ao aumento a excreção de oxalato, ácido úrico e cálcio, assim como a diminuição de citrato e magnésio que já não são tão recentes de serem analisados (RAMOS, 2010). Os cristais formados podem ser excretados ou ficam retidos a nível renal, porém a presença de um único cristal não é o suficiente para formar o cálculo, contudo com a rápida velocidade de agregação é suficiente para o aparecimento de outras partículas grandes em segundos. Grande parte das pesquisas afirmam que a patogénese da litíase está direcionada nos estágios iniciais pela presença de cristais na urina, pois todos os cálculos renais apresentam cristais, entretanto nem sempre a presença de cristais na urina é diagnóstico de litíase (SANTOS, 2013). Mediante a esses fatores, o objetivo do presente estudo foi avaliar a presença de cristalúria em pacientes atendidos no Laboratório Municipal de Referencia Regional (LACEN) de Luis Eduardo Magalhães através da análise de prontuários.

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