IMPORTÂNCIA DA PESQUISA DE CÉLULAS-TRONCO APLICADAS À DIABETES MELLITUS TIPO 1

ARIELLY NERI DE OLIVEIRA, JUNIOR RODOI DA SILVA, VICTOR ABDIEL DE SOUZA DE BRITO, DEISY AZEVEDO DOURADO VILELA

Resumo


As Células-tronco (CT) são células indiferenciadas. Possuem como características habilidade de autorrenovação, se multiplicando sem se especializar, dessa forma se mantem presentes de maneira interrupta nos tecidos, podendo diferenciar-se em diversos tipos celulares (ANDRADE et al., 2012). As CT são divididas em células tronco-embrionárias (totipotentes) e células-tronco adultas (pluripotentes). As pesquisas com CT surgiram nos Estados Unidos no início da década de 1980, a capacidade de renovação dessas células despertou interesse na comunidade cientifica, por sua possível aplicabilidade terapêutica em humanos, porém, questões éticas legais impossibilitam explorar com liberdade esse tipo celular. Atualmente a maior porcentagem dos investimentos relacionados a pesquisas com células-tronco são direcionados para a produção de células pluripotentes, células maduras, utilizadas principalmente da medula óssea, dentre as mais estudadas estão a mesenquimais e as hematopoiéticas (ZORZANELLI et al., 2017). As pesquisas com células-tronco são compostas por três etapas: básica, pré-clínica e clínica. A pesquisa básica consiste no estudo das células. A fase pré-clínica, testes da célula e de segurança em animais. Na etapa clínica, será testada a seguridade e a compatibilidade em seres humanos. Estudiosos do campo expõem complicações para aplicar as pesquisas básicas para ações terapêuticas efetivas. Os pesquisadores a favor da terapia celular apostam no desfecho dessa tecnologia regenerativa na batalha contra diversas vicissitudes (ZORZANELLI et al., 2017). Desde 1996 vem sendo realizado em várias partes do mundo transplantes de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) visando uma nova forma de tratamento alternativo para doenças autoimunes, dentre elas a diabetes mellitus do tipo 1 (DM1), por transplantes autólogos (ANDRADE et al., 2012). A DM1 é uma doença autoimune (crônica degenerativa), onde linfócitos atacam as células betas pancreáticas presentes nas ilhotas do pâncreas, estas células são responsáveis pela produção da insulina, que por sua vez, atuam no reconhecimento e no metabolismo da glicose, gerando energia (ATP) (PENAFORTE-SABOIA et al., 2017). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente o número de diabéticos diagnosticados é de aproximadamente 143 milhões de indivíduos. Estima-se que até o ano 2025 este número seja de 300 milhões de pessoas. No Brasil, de acordo com Ministério da Saúde, existem aproximadamente cinco milhões de diabéticos, 90% dos quais do tipo 2 e 5-10% do tipo 1 (LOJUDICE; SOGAYAR, 2008). 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 Atualmente, o tratamento convencional em pacientes com DM1, consiste em aplicações de doses diárias de insulina para manter os níveis normais de glicose no sangue, sendo a glicose uma das fontes de energia para o ser vivo, caso essas doses não sejam aplicadas corretamente o indivíduo pode correr riscos até mesmo de vida (GRECO-SOARES; DELL’AGLIO, 2017). Por meio de pesquisa realizada em uma publicação internacional verificou-se que uma nova abordagem terapêutica vem sendo utilizada no tratamento da DM1, Artigos publicados sobre pesquisas recentes demonstram o interesse da comunidade cientifica, em estudar métodos alternativos para o tratamento e buscar uma possível cura para a DM1. O objetivo dessa revisão literária é buscar, agregar e comparar informações, para que assim, tenhamos mais conhecimento sobre o tratamento através do transplante de medula óssea para a Diabetes Mellitus do tipo 1.

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