ESPOROTRICOSE: UMA MICOSE PROFISSIONAL PROVOCADA PELO FUNGO SPOROTHRIX SCHENCHKII

KLÉCIA DA SILVA SANTANA, LISANA ALVES SIVA, PAULA LAIANNE DOS SANTOS DANTAS, STHEFANY BOMFIM LOPES, MAYANNA MOREIRA COSTA FOGAÇA

Resumo


A esporotricose é considerada uma micose profissional, pelo fato dela acometer principalmente jardineiros e outros profissionais que lidam com a terra (ALMEIDA, 2015). Compreende-se como uma micose subcutânea, onde foi relatado pela primeira vez em 1898 por Benjamin Schenck, nos Estados Unidos (SILVA et al., 2018). No Brasil o primeiro caso de esporotricose foi descrito em 1907, por Lutz e Splendore, entretanto no ano de 1998 houve um surto no Rio de Janeiro, onde a disseminação do agente foi atribuída aos gatos domésticos (ARAÚJO et al., 2017). Essa infecção tem como agente etiológico mais frequente o fungo Sporothrix schenchkii, no qual o mesmo apresenta características como monoespecificidades e dimorfismo, ou seja, ele se apresenta como um microrganismo filamentoso a temperatura ambiente e leveduriforme a 37ºC, possuindo aspectos micro e macro morfológicos variados em função do substrato e temperatura (ALMEIDA, 2015). Podendo acometer o ser humano de ambos os sexos, de qualquer faixa etária ou raça, independentemente de fatores individuais predisponentes (SILVA et al., 2018). A principal forma de contaminação pode ocorrer por inoculação traumática pelos fungos presentes no solo, em matéria contaminada ou por infecção zoonótica (SILVA, 2012). As manifestações clínicas são variadas, as lesões são geralmente restritas à pele, tecido subcutâneo e vasos linfáticos adjacentes, e, alternativamente, em raras ocasiões, a inalação de conídios pode levar a doença sistêmica (COSTA, 2018). O presente estudo tem como objetivo abordar aspectos clínicos, epidemiológico e laboratorial da esporotricose, assim como fazer uma análise de incidência dessa patologia no Brasil.

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