CRISPR-CAS/9 E SUA ATUAÇÃO TERAPÊUTICA: UMA REVISÃO

LUANA CRISTINA SOUZA ARAÚJO, JÉSSICA PIRES FARIAS

Resumo


A engenharia genômica assume um papel de extrema importância nas mais diversas áreas, sobremaneira, a área da saúde, visto que através de novas técnicas inseridas no mercado, são criadas novas perspectivas e possibilidades para a cura de doenças genéticas e não genéticas (SONG, et.al., 2014). Com os avanços biotecnológicos foi criado o CRISPR-Cas/9, que consiste em uma ferramenta de edição genética, permitindo que as alterações feitas a nível de DNA sejam realizadas com eficácia e precisão (BYRNE; MALI; CHURCH, 2014). Na década de 1980 identificaram no genoma da bactéria Escherichia coli, sequências palindrômicas cujas funções eram desconhecidas. Assim, em 2005 foi descoberto que essas sequências faziam parte do DNA extracromossômico da bactéria que resultava em uma memória imunológica contra fagos (GONÇALVES; PAIVA, 2017). Dessa maneira, surgia então o Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats (CRISPR), associado a enzima Cas/9 (Associated Proteins) (GONÇALVES; PAIVA, 2017). Outrossim, a enzima Cas/9 é uma endonuclease bacteriana que através de um RNA, é guiada até a sequência do material genético viral, onde ocorrerá o pareamento do RNA guia com o material genético do vírus, proporcionando que a enzima cumpra a função de clivar essa sequência, livrando a bactéria da ação do vírus (ANDERS, JINEK, 2014). Com esse sistema foram abertas novas janelas de aplicações na área biológica e da pesquisa pois se trata de um método mais fácil para trabalhar em comparação a outras técnicas de edição genética, pois podem ser inseridos nas células, uma série de RNA’s guias com as sequências de interesse, que serão específicos, no que confere uma alta eficiência para modificações genéticas (HSU; LANDER, ZHANG, 2014). Assim, novas perspectivas podem ser alcançadas através da multiplexação do Cas9, para estudos de doenças como diabetes, esquizofrenia, doenças cardíacas, etc. (HSU; LANDER, ZHANG, 2014). Como exemplo na atuação terapêutica, destaca-se o sucesso obtido por pesquisadores da Universidade de Califórnia e Utah ao reduzirem os níveis de expressão dos genes responsáveis pela anemia falciforme, utilizando o CRISPR-Cas9 (GONÇALVES; PAIVA, 2017).

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