EVOLUÇÃO DA IDADE AO PRIMEIRO PARTO DE FEMEAS OVINAS DA RAÇA SANTA INÊS EM UMA PROPRIEDADE NO OESTE DA BAHIA

HENRIQUE BRANDÃO MÜLLER, MARIA MARTA DOS SANTOS CARVALHO, ANDRE CARLOTO VIELMO

Resumo


Desde as primeiras civilizações, a espécie ovina reveste-se de importância social e econômica, sendo uma das primeiras explorações zootécnicas levadas a efeito pelo homem (ROSANOVA, et. al., 2005). A produção mundial de carne ovina é de aproximadamente 12.800.000 toneladas, contribuindo o Brasil com menos de 1,0% desse montante, o que representa um total de 8.800 toneladas de carne/ano (FAO, 2000). No Brasil o crescimento exponencial da ovinocultura nos últimos anos se deve a diferentes fatores: melhoramento genético, manejo adequado, e mercado. Tal fato se dá principalmente em função da descoberta pelos pecuaristas de que a criação de ovinos e mais viável e rentável do que o bovino (ANDRADE, 2015). O consumo de carne de ovino gira entre 0,7 e 1,5 kg por habitante por ano, onde o mercado é demandante e isso impulsiona o agronegócio influenciando em termos de produção visando à exportação e o lucro (BARROS, 2010). O avanço genético, proporcionado pelo melhoramento animal, é um dos parâmetros principais da produção de ovinos, uma vez que proporciona um aumento na frequência genica desejada e assim um aumento na produção, reduzindo custos, ganho de carne, além de minimizar problemas de sanidade e etc. (SAMATINO et al., 2011). Evidencia-se, que a sustentabilidade, é muito importante na produção de ovinos, e isso é buscado tendo em vista o maior preço deste produto em relação as demais proteínas de origem animal aparentando ser um negócio lucrativo, superando mesmo a renda obtida da exportação da lã ou de outros animais produtores de tais proteína, como o leite, as carnes e ovos. (ARAÚJO & SIMPLÍCIO). Segundo ACCOMIG (Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais) a raça Santa Inês, foi desenvolvida no Nordeste brasileiro, no cruzamento das raças Bergamácia, Morada Nova, Somalis e ovinos sem raça definida (SRD), com características de aptidão da carne e pele. Tem um porte grande, boa fertilidade e facilidade ao parto, prolificidade entre 1,2 e 1,4, peso médio das fêmeas de 60 a 70 kg e dos machos de 80 a 100. É um animal rústico que se adapta em condições semiárida e em ambientes com bons recursos forrageiros. A raça Santa Inês tem alto valor adaptativo e reprodutivo, apresenta grande porte comercial com bom potencial de crescimento, boa produção de leite para criar bem os cordeiros e uma baixa taxa de partos múltiplos, sua pelagem inclui vermelha, preta, branca e malhada. (FIGUEIREDO et al., 1983) Muitas são as tentativas para diminuir o intervalo de tempo entre uma gestação e outra das ovelhas, assim, por ano são utilizadas técnicas que facilitem esse processo, nisso é necessário que haja o controle da amamentação para que ocorra um rápido (precoce) retorno da 17º Congresso de Iniciação Científica da FASB, 2019, Barreiras – Ba ISSN 2594-7951 2 atividade reprodutiva, como também, é evidente que a escolha da raça, da nutrição e local de origem de criação dos animais irão influenciar nos melhores índices de natalidades por ano na ovinocultura brasileira (COSTA, 2003). Nesse estudo de caso foram avaliados dados de um rebanho de ovinos Santa Inês na região Oeste da Bahia, com a objetivo de comparar a idade ao primeiro parto (IPP) das matrizes, para através desses dados obter uma média de IPP num período de 8 anos e comparar se nesse intervalo houve ganhos significativos com relação a diminuição da IPP demonstrando evolução positiva ou negativa relacionada a maturidade sexual.


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