A disciplina sobre língua de sinais agora faz parte da grade curricular dos futuros médicos da Instituição   

O UINIFASB/UNINASSAU – Centro Universitário São Francisco de Barreiras, inseriu na grade curricular do curso de Medicina a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina obrigatória. A decisão reflete a preocupação da Instituição em formar profissionais médicos capacitados para atender a todos os pacientes. 

A professora de Libras da UNIFASB/UNINASSAU, Sara Prado, conta como pode ser difícil a comunicação entre pessoas com deficiência auditivas e pessoas sem deficiência. “Durante o século XVII, considerado era da negligência, o que se observa é a incapacidade de compreensão das pessoas para com o diferente, e pautados nesses momentos sombrios, a sociedade levou um tempo significativo para começar a refletir sobre a temática. Com a comunidade surda não foi diferente, foi negligenciada por muito tempo, chegando ao extremo de línguas de sinais serem proibidas na educação de surdos, sendo priorizado apenas o oralismo, a leitura labial, no congresso de Milão em 1980”, esclarece.   

Libras é a sigla para Língua Brasileira de Sinais, mas o que muitas pessoas não sabem é que, na verdade, é categorizada como um idioma de modalidade gestual-visual, pois possui características próprias, como estrutura gramatical independente. A Libras foi reconhecida por meio legal de comunicação no dia 24 de abril de 2002, por meio da Lei nº 10.436.   

O Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) divulgou, no ano de 2020, que 5% da população brasileira é surda. Isso quer dizer que mais de 10 milhões de pessoas tem algum problema relacionado a surdez no Brasil e todas essas pessoas, em algum momento precisará, de um atendimento no médico.  

“Acho importante e interessante que a Faculdade tenha se preocupado em trazer para nossa grade curricular essa matéria. Isso demonstra preocupação na formação de profissionais. Eles não estão preocupados apenas em formar profissional médico, mas que sejam humanos, que tenha a capacidade de conseguir estabelecer um diálogo médico/paciente no momento de uma consulta. Que o profissional consiga se comunicar com esse paciente surdo e saber o que ele necessita”, finaliza a aluna de medicina, Liliana Silvestre.    

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